Doação de órgãos faz bem para quem doa e para quem recebe

14 de outubro de 2021

Uma decisão hoje pode mudar o futuro de até 20 pessoas no futuro. Um ato de amor, e que em nada interfere na sua vida e saúde, tem a força para mudar o destino de quem precisa de um transplante. Saiba a importância dessa decisão e como ser um doador!

Cada vez mais procuramos sensibilizar a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos. Enquanto vivemos nossass vidas normalmente, realizamos tarefas diárias sem dificuldades, temos a liberdade de ir e vir, outras pessoas estão à espera de vida. A doação é, acima de tudo, um ato de amor.

O dia nacional de doação de órgãos e tecidos em 27 de setembro foi estabelecido para divulgar a importância da doação de órgãos, pois, embora venha crescendo, o número de doadores ainda é pequeno, se comparado ao de pacientes à espera de doação. No Brasil, cerca de 43 mil pessoas estão esperando por um órgão.

Vários fatores incidem sobre esse problema. A falta de informação talvez seja o maior deles, pois gera medos e incertezas. O desconhecimento sobre os processos de doação e, por vezes, até crenças religiosas, são barreiras a este gesto tão nobre.

Embora para o doador essa decisão não tenha grande importância no futuro, uma vez que estes órgãos não mais serão utilizados e em breve serão apenas pó, para quem está na fila única de transplantes precisando de um órgão, esse é um ato decisivo para a vida.

Um único doador pode beneficiar até 20 pessoas com o transplante de seus órgãos e tecidos e a doação não precisa ser feita necessariamente após a morte cerebral, uma vez que alguns transplantes podem ser feitos ainda em vida, como os de rins, parte do fígado, pâncreas, pulmão ou medula óssea. Vale lembrar que esse é um procedimento mais comum entre membros da mesma família.

As doações em geral acontecem quando há morte cerebral e perda irreversível das funções vitais que mantêm a vida, como a perda da consciência e da capacidade de respirar. As pessoas podem ser potenciais doadoras de córneas, rins, fígado, coração, pulmão e pâncreas, entre outros órgãos e tecidos, que são retirados e utilizados para transplante.

Todo esse processo é regulamentado e com exigências e controles bastante estritos e rígidos para assegurar que não haja qualquer tipo de interferência na ordem dos que esperam pela doação.

Para ser um potencial doador não é necessário deixar nada por escrito, mas é muito importante comunicar seus familiares o desejo de doação.

A legislação brasileira apenas permite a doação de órgãos quando a família autoriza. Isso significa que qualquer declaração por escrito, carteirinha de doador de órgãos, testamento, redes sociais ou qualquer outro documento pode não valer na hora da autorização.

Por isso, muito mais do que qualquer registro, é importante conversar com sua família sobre o tema e expressar seu desejo para quando sua hora chegar.

Avise sua família. Não se omita. Espalhe a ideia. Quanto mais pessoas tiverem a consciência da magnitude do ato de doar, mais pessoas terão novas chances na vida.

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